* Escola Bíblica Dominical:Espaço de Afetividade

Escola Bíblica Dominical:Espaço de Afetividade
POR Zélia Santos Constantino

A afetividade pode ser entendida como o conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões, acompanhados da impressão de dor ou prazer, tristeza ou alegria, satisfação ou insatisfação. Os fatos, as situações vividas pelas pessoas causam-lhes sentimentos diferentes. O tipo e a intensidade das reações serão proporcionais ao significado que os fatos têm para cada uma delas.
O que dá valor e representa nossa realidade é a afetividade. Uma foto, por exemplo, pode causar ternura, lembranças positivas ou negativas como a tristeza, raiva ou desilusão.
A afetividade é responsável por valorizar tudo em nossa vida e fora de nós, tanto os fatos passados como as perspectivas futuras. Como ela dá significado à nossa vida e valor de nós mesmos, é preciso tratá-la como o sentimento que regula a visão que temos do mundo. É como os óculos que necessitam ser ajustados de vez em quando. Ela é como o alicerce da vida humana do qual depende a atuação das pessoas como seres sociais, garantindo-lhes força, expressão, vitalidade, motivação.
Fatores de afetividade
São importantes fatores de afetividade a visão, a audição, o tato.
A visão é responsável por 80% da percepção que temos das pessoas. Através dela são observadas as expressões faciais, a maneira de andar, vestir, sorrir, o olhar de aprovação dos outros, as verdades, mentiras, a pressa, a calma, o nervosismo e outras atitudes.
A audição é o segundo fator de percepção da afetividade. Através dela acontece a comunicação com a pessoa a quem ouvimos por meio do timbre, da intensidade e da velocidade da voz.
O tato é relevante em toda existência humana e é muito importante na infância. A criança pode não entender o quê ouve ou o quê vê, mas com certeza perceberá quando é tocada com carinho, abraçada, acolhida. Em casos extremos, chama a atenção dos adultos de forma negativa como a “birra” para receber um toque nem que for uma palmada.
O problema da carência afetiva é acentuado na adolescência. Nesta fase o jovem precisa ouvir e sentir, a todo instante, sobre o seu valor, o quanto é querido, o que representa para a família. Ele está procurando a afirmação de sua identidade e crê que só a terá através dos outros. Busca ansiosamente identificar-se com alguém a quem admira, e questiona, revolta-se, critica, luta por seu próprio espaço e com seu próprio corpo. Sua vontade por encontrar um exemplo de herói, faz desta fase, uma oportunidade inigualável para ter em Jesus Cristo o modelo maior de sua vida. Aparentemente desprezando-a, a afetividade é fundamental para seu amadurecimento sadio.
Enquanto na adolescência o que predomina o psiquismo humano é o sentimento, na juventude está presente o pensamento. É a fase do desenvolvimento cognitivo, da inteligência abstrata, do senso de responsabilidade, caráter, dignidade, julgamento e decisões. Acentua-se o desejo de participar da sociedade e os jovens são capazes de realizações altruísticas e filantrópicas. Já conseguem relacionar-se bem com o sexo oposto e percebem suas limitações com naturalidade.
O adulto torna-se um ser completo quando sente que é cercado por afetividade. Sentir-se amado, aceito, respeitado é ter razão de realização, sacrifícios e, às vezes, até a anulação de sonhos próprios.
Na idade da sabedoria ou velhice, as pessoas voltam a ter intensa necessidade de amostras de afetividade. Mesmo quando se sabem amadas, querem ver, ouvir e sentir das pessoas que lhes são queridas o quanto são importantes para elas. Está presente nesta fase a carência afetiva resultante da fragilidade própria da idade, de doenças, das perdas e do sentimento de inutilidade. Saciar tal carência é um desafio a ser tratado com cuidado, justiça e equilíbrio.
O maior fator de afetividade, porém, para os cristãos, é a oração. Ela se apóia sobre uma tríade de relacionamentos afetivos: de nós para Deus, de Deus para nós e de nós para os outros.
Através da oração nossa afetividade a Deus é expressa na adoração, confissão, pela entrega de nossos fardos e na fé. É a certeza da pertença: somos seus filhos e filhas. Deus acolhe nossas orações, responde-as e revela seu amor. Nossas orações pelos outros e pelo mundo desencadeiam acontecimentos nos céus e na terra: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Co 2.9).
Conhecer-se e aprender
Para enfrentar adequadamente as relações e os conflitos interpessoais do cotidiano, com os sentimentos, pensamentos e emoções que lhes são inerentes, é exigido de nós auto-conhecimento e aprendizagem constante.
Os conflitos, quando tratados construtivamente, podem trazer resultados positivos, melhorando o desempenho, o raciocínio e a resolução de problemas. É benéfico tratar os sentimentos, valores e emoções como objeto de conhecimento, pois o fato de reconhecer, controlar e expressar os próprios sentimentos talvez seja um dos aspectos mais difíceis na resolução de conflitos.
Princípios da pedagogia afetiva
A pedagogia afetiva apóia-se em alguns princípios que devem ser observados com as devidas adequações:
1.      O limite – estabelecer limites significa que as pessoas não podem nem são capazes de fazer tudo o que querem. Não é castigo e sim, afirmação de cuidado, interesse e proteção. A falta de limites é traduzida como falta de amor. Exemplo de desabafo de um filho a quem não é dado limites: - Meus pais não ligam nem um pouco para o que eu faço ou o que pode me acontecer!
2.      A observância de horários que ensina a responsabilidade, e das datas comemorativas que valorizam as reuniões familiares e os laços afetivos;
3.      O respeito às regras e costumes básicos de convivência social;
4.      A desmistificação de tabus que causam sofrimentos e confusões;
5.      A redescoberta do valor das histórias ou mitos que lendários ou não, explicam ou ilustram os principais acontecimentos da vida como os da perda, morte, abandono, traição, maldade, inveja, justiça, amor e outros.
6.      O reconhecimento de que apesar de todo o desenvolvimento social, científico e tecnológico, apesar das mudanças nas estruturas familiares, os pais não estão desobrigados de suas funções. A eles é concedido o privilégio de conversar, dar segurança, firmeza, equilíbrio, amor e a transmissão da fé aos seus filhos e filhas. Abdicar desta responsabilidade é colocar em risco o futuro de vidas preciosas para Deus!
O papel da afetividade no aprendizado
A importância da Escola Dominical como espaço de afetividade baseia-se no fato de que aprender deve estar ligado ao ato afetivo. O aprendizado será prazeroso e as pessoas ansiarão por conhecer a Palavra de Deus, praticá-la e serem testemunhas.
A relevância do papel da afetividade no aprendizado é demonstrada a cada instante por Jesus Cristo, o Mestre por excelência. Ele olhava para além do exterior das pessoas. Via-as de maneira a perceber o seu íntimo: as tristezas, ansiedade, sofrimentos, vaidade, injustiças, raiva e outros tantos sentimentos aparentemente ocultos, mas reconhecidos por Jesus. Era disponível para ouvir, curar, consolar, argumentar e, principalmente, ensinar. A afetividade norteava suas ações educativas e servem de exemplo para professores de todos os tempos:
  • Valorizava cada ser humano como se ele fosse único na terra;
  • Esperava o momento oportuno para ensinar;
  • Ouvia atentamente os pedidos, as argumentações e até as injúrias;
  • Falava a linguagem que as pessoas podiam entender;
  • Variava o método de ensino conforme a ocasião e o tipo de público;
  • Exemplificava seus ensinos com técnicas inovadoras e criativas;
  • Seus ensinos não se limitavam a espaços restritos e eram ilustrados com as coisas da natureza ou que tinham relação com o dia a dia de seus ouvintes;
  • Apreciava estar junto de seus discípulos e sabia aproveitar todas as oportunidades para a capacitação;
  • Tocava afetuosamente mesmo nos doentes, e se deixava tocar, ser atendido e reconhecido;
  • Era sincero, autêntico, corajoso e não se intimidava ao denunciar o pecado, as injustiças e falsidades dos poderosos;
  • Conhecia e vivia o que ensinava.
O aprendizado flui naturalmente quando a afetividade está presente. Há confiança, sinceridade e a certeza de aceitação entre o educador/a e o aluno/a. Ensinar e aprender torna-se mão dupla, ação gratificante, produtiva e desejada.
É necessário perceber algo precioso deixado por Jesus: Ele aproveitava as situações de vida das pessoas para traduzir a vontade de Deus nas mais variadas circunstâncias. Por exemplo: quando considerou o desapego da viúva pobre que ofereceu “todo o seu sustento” em contraste com as sobras grandiosas dos outros. A lição? O valor da dádiva independe da sua extensão. A preciosidade da mesma residia no coração daquela mulher. A percepção do fato valeu mais que muitas aulas desvinculadas da realidade.
A Escola Dominical como espaço de acolhimento e suporte para as pessoas.
Na Escola Dominical são estabelecidos momentos de partilhar a complexidade da vida, valorizar o companheirismo, aprofundar vínculos afetivos e aprender a colocar os ensinamentos bíblicos dentro das mais variadas situações. Aprende-se melhor quando isto ocorre junto com pessoas com as quais se tem simpatia e algo em comum. As dúvidas, experiências e problemas são compartilhados em ambiente de aceitação e cumplicidade.
A Escola Dominical torna-se espaço de suporte na medida em que são colocadas situações comuns aos vários grupos de estudos e podem ser analisadas e submetidas a sugestões para serem resolvidas à luz do Evangelho. Exemplos:
- Em meio a tanta correria, como “Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça”, tendo a oração como referência norteadora de nossas vidas?
- Como agir em caso de uma traição?
- O que fazer para obedecer ao “Não adulterarás” da lei de Deus se você está apaixonado por alguém casado/a e que também quer o relacionamento?
- O que aconselhar a alguém com problemas familiares causados pela separação dos pais? E do alcoolismo? E das drogas?
- Violência, corrupção, desagregamento familiar, apelo ao consumismo, interferência dos meios de comunicação na educação alterando as escalas de valores éticos e morais: como manter a identidade cristã em meio a tudo isso? Como motivar a juventude a participar da missão com tantos fatores negativos e desmotivadores?
- Como ensinar a criança “no caminho que deve andar” se não se está preparado/a para fazê-lo?
A Escola Dominical capacita ao exercer a afetividade:
A Escola Dominical é também espaço de capacitação quando:
· Acolhe, demonstra aceitação e valoriza os dons de cada pessoa;
· Oportuniza a troca de idéias e de experiências vividas, e cujas soluções conduziram à vida;
· Proporciona o enriquecimento do conhecimento bíblico e sua aplicação;
· Incentiva outras pessoas a conduzirem os estudos, dando-lhes apoio e assessoramento;
· Desperta o interesse para a participação em algum dos ministérios da Igreja e oferece acompanhamento e auxílio:
· Estimula o testemunho e a vida coerente como “cartas de Cristo” que somos e que estão sendo lidas a cada instante (2 Co 3.2-3).
Compreender a importância da Escola Dominical e empenhar-se para que ela ocupe lugar de destaque e seja amada por toda a Igreja Metodista, são desafios a serem perseguidos se quisermos que nossas crianças, juventude e novos convertidos tenham raízes na fé que lhes foi oferecida e aceita. Pertencer à Escola Dominical é ser e participar do Reino de Deus!

* Dia dos Avós- 26/06

26 DE JULHO – DIA DA VOVÓ

DESENVOLVA UMA GINCANA COM AS VOVÓS, AQUI VAI ALGUMAS IDÉIAS:
VOVÓS NA ESCOLA Podemos convidar as vovós para passarem um período na escola com seus netos. Podemos combinar com algumas delas para ensinar algo que elas sabem fazer as outras vovós e/ou aos alunos. Ex: tricô. crochê, culinária, musiquinhas infantis, brinquedos, quadrinhas, etc... Os alunos podem declamar poesias, apresentarem esquetes teatrais, distribuirem cartoes, fazerem jogos de integração com as avós e deliciarem-se com a culinária
Brincadeiras: Chá das Vovós
CONVITE:




ATIVIDADES - Com prêmios aos vencedores!!! 1. Qual é o chá?
Qual o chá que se usa na cabeça? (chapéu)
O chá que agasalha ? (xale)
O chá que abre portas? (chave)
O chá da praça? (chafariz)
O chá que é um problema? (charada)
O chá que é um tipo de casa (chalé)
O chá da fábrica? (chaminé)
O chá que fica no campo? (chácara)
O chá que se tem de escolher para votar? (chapa)
O chá que atrai a simpatia/ (charme)
2. Qual a vovó que tem o maior número de netos?
E qual a vovó mais jovem?
3. Como está a memória da vovó?
A dirigente diz uma parte de um provérbio popular e algum avô ou avó completa com a outra parte.
Quem não tem cão... caça com gato.
Quando um não quer... dois não brigam.
Quem com ferro fere... com ferro será ferido.
Diga-me com quem andas... e te direi quem és.
Água mole em pedra dura... tanto bate até que fura.
Ri melhor... quem ri por último.
Gato escaldado... tem medo de água fria,
Mais vale um pássaro na mão... do que dois voando.
Quem tem boca... vai à Roma.
Pau que nasce torto... não tem jeito morre torto.
Quem corre cansa... quem não corre alcança.
Antes só... do que mal acompanhado.
4. Somando os pontos
Chamar à frente os casais de avós presentes e premiar o casal que somar mais pontos nos seguintes itens:
o número de filhos
anos de casamento
botões da roupa (dos dois)
o número de netos
idade de cada um
SERVIÇO DO CHÁ
Enquanto o chá é servido, todos podem cantar músicas folclóricas e músicas de roda antigas, bem conhecidas dos nossos avós...
• “Luar do Sertão”, “Alecrim Dourado”, “Peixe Vivo”, “Se esta rua fosse minha”, “Casinha Pequenina”, “Ciranda, cirandinha”, “Teresinha de Jesus”,... etc

POEMA PARA A VOVÓ
SER AVÓ
Ser avó é sentir felicidade
É conhecer um amor doce, profundo,
É viver de carinho e ansiedade,
É resumir nos netos o seu mundo!
Ser avó é voltar a ser criança,
É fazer tudo pelo neto amado...
É povoar a vida de esperança,
É reviver todinho o seu passado.
Ser mãe é dar o coração, eu creio,
Mas ser avó... que sonho abençoado!!!
É viver de ilusão, num doce enleio,
É viver no neto o amor ao filho amado!

VOVÓ
Falar de Vó para mim é beleza!
É pura certeza de viva alegria,
Vovó é doçura, é mel que escorre,
É fada – socorre de noite e de dia.
Vovó é denguinho gostoso,
Molhado, fofinho...
Ensopado de amor e carinho,
Vovó é segurança.
Vovó – esperança do esperto netinho
De tomar (sem ser a hora!) o seu “danoninho”...
Vovó tem magia nos lábios e encantos,
Pois sara com beijos a neta, que em pranto,
Mostra-lhe o dedinho que machucou.
É flor sempre viva que não tem idade,
Pois brinca de roda, se deita no chão,
Se faz de cavalinho pra neta ou netinho
Do seu coração.
Vovó conta história pra gente comer comidinha,
Vovó conta história pra chegar o soninho,
Vovó conta história de lobo, girafa,
Formiga, ursinho...
Vovó conta história da Bíblia Sagrada,
Vovó conta história do menino e Rei Jesus,
Vovó conta história dos santos do céu,
Do reino de Deus, dos anjos de luz...
Vovó é sabidinha!...
Enquanto pode,
Carrega pra igreja os netinhos amados,
Igual vovó Lóide, na Bíblia citada.
Faz tudo o que pode
Pra ver seus netinhos
De Deus sendo anjinhos
Sempre abençoados!

* História _ A Família da garrafa

                           A FAMÍLIA GARRRAFA


Apresentação para a classe de sua igreja... (amei!!!)
Arranje cinco garrafas de tamanhos diferentes, preferivelmente de vidro transparente, procurando aproximar os tipos de garrafas com os membros da “família”. Leia a estória antes de caracterizar os “personagens”.

1. Papai Garrafa
Arranje uma garrafa de boa altura, fina, em cujo gargalo se colocará uma moeda ou nota meio enrolada.

2. Mamãe Garrafa
Pode ser bojuda, não muito alta, podendo ter como tampa uma panela de brinquedo ou qualquer outro objeto doméstico.

3. Florinda Garrafa
Será ideal ser representada por uma garrafa de vidro trabalhado, não muito alta, sendo colocada no alto uma flor ou um ramalhete de flores.

4. Rosa Garrafinha
De pouca altura e pequeno diâmetro, lembrando uma “menina”. Como tampa, poderá servir um carretel (ou retrós) de da linha.

5. Zezé Garrafa Bolão
Deve ser de pouca altura, tendo como “cabeça” uma bola de plástico ou borracha.

As garrafas devem estar vazias; uma boa quantidade d’água deve estar à disposição do narrador, que deverá usá-la para encher as garrafas no momento propício.
Começa-se então, a estória, apresentando-se cada membro da família Garrafa.

Aqui está Papai Garrafa, alto, magro, sempre preocupado com os negócios. Trabalha muito – de manhã à noite – e se preocupa só em ganhar dinheiro. Os propósitos da sua vida estão resumidos em dinheiro. Podemos vê-lo ao chegar em casa à noite, cansado e nervoso. Já vem gritando com todos, sem pensar que mamãe Garrafa e os filhos também tiveram os seus afazeres e contrariedades. Negócios, dinheiro – dinheiro, negócios – esta é a única preocupação de papai Garrafa.

Olhemos agora para Mamãe Garrafa. Que vida atarefada! Cuida dos filhos, cozinha, varre e limpa a casa; não tem o mínimo de sossego durante o dia; sua maior preocupação é manter tudo na maior ordem e o mais perfeito possível; e por isso mesmo vive correndo de lá para cá; sua vida é uma roda-viva entre as coisas materiais.

E aqui está sua filha mais velha – Florinda Garrafa. Que já é uma mocinha. Os seus pensamentos são leves como uma pluma e está sempre com roupas bonitas e enfeites atraentes. Com isto a sua cabecinha está cheia, não dando lugar a estudos e coisas mais sérias. Sonha bastante, lê romance, assiste novelas, e então, dá asas a sua imaginação. Não tem senso de responsabilidade; por exemplo, não sente que Mamãe Garrafa talvez esteja cansada e precisa de alguma ajuda. Florida não pode estragar o seu penteado, suas unhas, sua “toilette”.

E aqui está Rosa Garrafinha, menina de dez anos. É meiga, boazinha, estudiosa, alcançando sempre boas notas na escola. Gosta de costurar para suas “filhas” – as bonecas, e assim vive despreocupada com outros assuntos. É quieta e procura não atrapalhar os outros, mas pensa só em si, esquecendo-se que já é grande e pode ser de muito auxílio para o próximo.

Por último vem Zezé Garrafa Bolão. É um menino de sete para oito anos. É o valentão do lugar. Comanda todos os garotos, e muitas janelas já foram quebradas por causa da sua mania por futebol. Não tem consideração pelas coisas de casa, não procura poupar a Mamãe com todo o seu serviço. Geralmente está com a camisa suja ou rasgada, os sapatos cheios de lama, os cabelos em desalinho.

Toda a vizinhança conhece a família Garrafa tal qual a temos descrito. Um certo dia, porém, algo aconteceu para que tudo se transformasse. Uma pequena influiu para que todos os membros da família se tornasse completamente diferentes. Veja o que aconteceu:

Convidada por uma amiguinha, Rosa Garrafinha foi a uma aula bíblica. Lá teve a oportunidade de ouvir de Alguém chamado Jesus Cristo. Ouviu que Ele é o Filho de Deus, deixou Seu lar no Céu e veio aqui à terra para encher vidas vazias com a Água da Vida. Todos os corações, de crianças e adultos, são secos e sedentos por causa do pecado. Mas Jesus levou nossos pecados sobre si na cruz, tomando o castigo que merecíamos. Morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou e está vivo, no Céu. Por isso, Ele agora pode nos oferecer de graça esta água preciosa.

– Rosinha pensou: “É justamente isso que eu preciso!” Com um coração sincero e humilde voltou-se para Cristo, o Salvador (vá despejando água na garrafinha), e sua vida foi transformada... em um instantinho! De vazia, sem vida, Rosa Garrafinha sentiu a Graça de Deus enchendo a sua alma em toda a sua plenitude. A costura, seu egoísmo de fazer somente o que lhe agradava – tudo isso desapareceu; e o Mestre, amigo das crianças, encheu a sua vida.

Rosa Garrafinha voltou correndo para casa.
- Mamãe – disse com o rosto todo iluminado – adivinha só o que aconteceu comigo!

Mamãe Garrafa preparava apressadamente o jantar e nem quis prestar atenção para o que sua filha lhe dizia. Rosa, porém, continuou a seu lado, contando-lhe com alegria transbordante o que lhe acontecera.

Mamãe sentou-se. Impressionada com o testemunho de Rosinha, ouviu atentamente todas as experiências que havia tido naquela tarde e, meditando sobre a sua própria vida, sentiu-se também só, sem alegrias e necessitada de Alguém que a amparasse e tomasse conta de todo o seu ser. Lembrou-se do tempo de criança e de como havia aprendido a louva-LO; agora ali estava, arrependida de ter vivido longe dos caminhos de Deus, sem vida e sem a Água essencial à alma.

Mamãe Garrafa então orou com a filha, ali mesmo na cozinha (coloque água na mamãe enquanto apresenta). Dali a instantes, era outra a atmosfera daquele lar. Até as panelas pareciam cantar junto com Mamãe e Rosa Garrafinha.

Esta auxiliou a mãe no preparo do jantar e logo tudo estava pronto.

Sete horas da noite. Chega Papai Garrafa, cansado e nervoso, pronto a responder de mau humor a quem lhe dirigir a palavra. Mas... que diferença! A mesa posta, a cozinha arrumada, Rosa em um vestido limpo e bem penteada. Mamãe com um rosto alegre e bem arrumada:

- Pronto, papai, aqui estão os seus chinelos e o jornal da tarde – disse-lhe a menina com um sorriso que o desarmou completamente.

Logo depois chega Florinda Garrafa, no momento em que a família se dirigia para a sala de jantar. Estranhou o ambiente – a calma, o sorriso nos lábios de todos – porém nada disse. “Que teria acontecido?” Pensavam papai e Florinda, muito desconfiados. Já na hora da sobremesa, aparece o Zezé Garrafa Bolão fazendo barulho, falando alto, mas... ao avistar na sala os pais e irmãs tão diferentes, ficou desarmado para continuar com sua atitude costumeira. Foi bem depressa para o quarto, aprontou-se o mais rápido possível e desceu para jantar.

Acabada a refeição, Papai não agüentou mais de curiosidade e, juntamente com Florinda e Zezé, procurou saber o que havia sucedido.

Mamãe então contou sua experiência daquela tarde. Rosa narrou também tudo quanto havia se passado com ela. Papai, Florinda e Zezé prestavam tanta atenção que pareciam querer engolir as palavras que escutavam. Depois papai (vá despejando água no Papai) com toda seriedade expôs o desejo que surgira em seu coração de se voltar para Deus, deixa tudo quanto até aquele momento havia sido a coisa essencial de sua vida.

Florinda, também, com lágrimas nos olhos reconheceu ter sido superficial, egoísta, orgulhosa (Despeje água na Florinda). Agora queria ser diferente pela graça divina.

Zezé Garrafa Bolão ouviu tudo atentamente. Uma tremenda luta se travava no seu íntimo. Queria deixar Aquele Amigo e Salvador entrar em seu coração (derramar devagar um pouco de água em cima da bola), e por outro lado, outra força procurava persuadi-lo a conservar tudo quanto mais estimava – os jogos, o futebol, a BOLA.

Papai se rendeu; Cristo saciou sua sede espiritual com Água da Vida. Florinda, resolvida a abandonar todas as coisas passadas abriu seu coração para que o Salvador lhe desse também daquela Água. Por fim, Zezé Garrafa Bolão, com fé tão simples de uma criança, confessou sua firme decisão (retire a bola e despeje água em Zezé Bolão) de receber de igual modo a Água da Vida Eterna.

Cristo entrou naquele lar, e a noite foi memorável para toda a família Garrafa. Todos juntos se ajoelharam e oraram, e pela graça divina aquelas vidas foram plenamente cheias da Água cuja “Fonte salta para a Vida Eterna”.

Esta é apenas uma estória extraída da imaginação de um ser humano, mas a verdade nela revelada é a de que pelo poder de Cristo Jesus podemos saciar nossas almas sedentas, porque Ele afirma: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (João 7.37b).

* Histórias com fundo moral

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                            PIPOCA - O PEIXINHO ENCRENQUEIRO

Era uma vez um peixinho que se chamava Pipoca. Ele tinha esse nome porque aonde ele ia estourava uma confusão. Sabe por que? Ele era muito fofoqueiro. Vivia inventando umas “mentirinhas” a respeito dos outros peixinhos.

No recife, onde ele e os outros peixinhos moravam, era um lugar muito bonito. A água era tão limpinha que lá de baixo dava pra ver o céu. Tinha muitos corais, plantinhas e muita comida pra alimentar todos os peixinhos. Era o local preferido da maioria dos peixes.

Pipoca não gostava, ele ficava com raiva e vivia reclamando:
- Esse lugar está muito cheio. Não dá nem para nadar. Porque todo mundo tem que vir pra cá?
Splash, um peixinho que passava na hora, ouviu Pipoca reclamar e disse:
- Pipoca, aqui é seguro, não tem pescadores, tem muita comida pra todos, não tem poluição, por isso a maioria dos peixes vive aqui.

Pipoca respondeu:
- Ah não dá, ta muito cheio, procurem outro lugar.

- Não Pipoca, como diz o ditado – “os incomodados que se retirem”, o mar é nosso também. Procure você outro lugar para morar.

Pipoca ficou vermelho de raiva, ele pensou:
…È assim né, procurar outro lugar. Eu cheguei aqui primeiro, então esse lugar é meu! Já sei o que vou fazer para esvaziar o recife. Vou inventar umas mentirinhas e logo todos os peixes vão se zangar uns com os outros e vão embora.
E assim ele começou…
Procurou o camarão e disse:

- Sabe camarão, estou muito triste.

- Por que, disse o camarão.

- O baiacu falou que você é muito feio, tem uns bigodes enormes e parece uma pimenta, de tão vermelho.

- O camarão ficou muito irritado e foi tirar satisfação com o baiacu.
- Pipoca foi correndo até o baiacu para provocá-lo também.

- Sabe Baiacu, estou muito, muito triste.

- Por que Pipoca. O que está acontecendo?

- É o Camarão.

- O que houve com o Camarão, ele é meu amigo.

- Amigo?! Se aquilo é amigo, você não precisa de inimigo.

- Por que está dizendo isso Pipoca?

- Sabe como é, eu não gosto de fofoca, mas não agüento ver uma injustiça.

- Diga logo, Pipoca.

- È que o Camarão disse que você é espinhudo e quando infla, fica parecendo uma baleia de tão gordo.

- Ah é! Mas o Camarão parecia tão meu amigo, falando umas coisas dessas a meu respeito? Vou tirar satisfação com ele.

E foi…
Pipoca ficou rindo… Estou conseguindo. Quando o Camarão e o Baiacu se encontraram foi a maior confusão! Eles discutiram muito, pois já estavam zangados, e um não deixava o outro falar. Foi a maior briga.

Pipoca ficava de longe, só rindo da confusão.

E assim foi… Pipoca foi inventando mentiras sobre os peixinhos do lugar e ia soltando seu veneno. Os peixes, ingênuos, acreditavam em sua estória, acabavam brigando uns com os outros, brigavam e iam embora para outro lugar.
A confusão foi tão grande que o lugar foi ficando vazio, vazio. Splash tomou um susto, ele estava viajando por outras águas, quando voltou ao recife, ele estava vazio, só Pipoca estava lá.

Ele pensou… o que está acontecendo este lugar é tão movimentado, tão alegre, cheio de vida, está tão triste. Aí ele viu Pipoca nadando, nadando, todo alegre.
- Pipoca, onde estão os outros peixes? O que aconteceu? Os pescadores descobriram o nosso refúgio?

- Ah, não sei não, os peixes resolveram se mudar pra outro lugar.

- Por que? Disse Splash.

- Ah não sei! Eles arrumaram uma confusão, brigaram e cada um foi prá um lado.

- Porque só você ficou aqui Pipoca?

- Ora, aqui é a minha casa, meu lugar, é aqui que eu devo ficar.

- Por que os peixes brigaram, eram tão unidos, tão amigos?

- Umas fofocas que inventaram por aí, e eles acreditaram.

- Fofocas, que fofocas, quem inventou isso? E a seu respeito, ninguém disse nada?
Splash, começou a desconfiar de Pipoca.

- A meu respeito, bem, é, quer dizer, hum, eu não sou bobo, não acredito em qualquer coisa.

- Ah é! E sobre aquela estória que você andava reclamando que o recife estava muito cheio?

- Splash, que era um peixinho muito inteligente, começou a apertar Pipoca com tantas perguntas, ele sabia que tinha alguma coisa errada.

- Pipoca, que tinha a língua solta, não agüentou e disse:

- Ta bom, eu confesso fui eu que inventei as fofocas. Mas não me arrependo, o recife ficou do jeito que eu queria, bem vazio e sossegado.
Splash, responde:

- Ah é, então fique com o recife todo prá você, porque eu também vou para outro lugar, vou procurar os meus amigos, fique aí sozinho, do jeito que você queria.
- Vai mesmo, eu não preciso de ninguém, posso viver aqui sozinho, vai mesmo, tchau!

Só que Pipoca achou que poderia viver sozinho. Sem ninguém para brincar, estudar, conversar. Passava todos os dias ali sozinho, nadando de um lado para o outro. Sem nada para fazer.

- Que coisa chata, eu não tenho ninguém para brincar, não tenho ninguém para conversar, eu estou me sentindo tão sozinho. Buá….Buá…

E começou a chorar, ele chorava tão alto que os outros peixinhos ficaram com muita pena dele. Apesar do que Pipoca tinha feito, eles mesmo assim o amavam e resolveram ver o que estava acontecendo.

- Splash, que era tipo um líder, perguntou:

- O que está acontecendo com você Pipoca, por que está chorando?

- Eu me sinto tão só , eu não sabia que era tão ruim ficar sozinho, sem ninguém para brincar, conversar.

- Ah então você não queria o recife todo para você?

- Eu não quero mais, o recife não é só meu, eu quero os meus amigos de volta.

- Então, peça desculpas a todos e diga que foi você que inventou todas aquelas mentiras.

E assim foi, Pipoca pediu perdão a todos e disse que nunca mais faria aquilo, ele tinha aprendido a lição. Ninguém pode viver sozinho. Todos nós precisamos de alguém. Precisamos da mamãe, do papai, dos irmãos, do coleguinha, precisamos os irmãos da nossa igreja. E principalmente precisamos de JESUS CRISTO. Pois sem ele é muito difícil viver.

“Oh quão bom e quão maravilhoso é viverem unidos os irmãos”! (Salmo 133:1)

OBS. Outros versículos poderão ser usados nesta história, confome a necessidade e assunto de cada um.

 
 
 Fonte :Blog da Quelly Silva

* Você sabe o significado da palavra Rá Tim Bum?

RATIMBUM é uma palavra mágica
usada
pelos magos persas

desde a Idade
Média.

Por muito
tempo cantamos
inocentemente um "Parabéns"

para alguém
que está aniversariando e,
até ai, tudo bem, tudo certo.

É um
aniversário.

O que muitos
não
percebem é que depois da música

vem sempre o
tal de Ra-tim-bum! (este
é o significado: eu amaldiçôo você
).

Existe até hj
na TV Cultura,um
programa infantil

chamado de
Castelo Ratimbum, que tem o significado

de
"Castelo da Maldição".

Precisamos
vigiar mais, pois a Bíblia diz que
o povo de Deus

perece por
falta de conhecimento.

Como podemos
cantar felicitando uma pessoa e depois amaldiçoá-la?


Observe que
detalhe sutil: depois de dizer a palavra Ratimbum,

pronuncia-se o

nome do aniversariante várias vezes.

Vamos ficar
muito atentos para
isto.

Se não
vejamos: quantas vezes você já cantou para as pessoas:

"
É BIG É BIG (é grande, é grande)

É HORA É HORA
(neste momento, nesta
ocasião):

RA-TIM-BUM
(EU AMALDIÇOOU VOCÊ), Fulano, Fulano, Fulano".

*Você sabe o que significa a palavra Rá Tim Bum

RATIMBUM é uma palavra mágica
usada
pelos magos persas

desde a Idade
Média.

Por muito
tempo cantamos
inocentemente um "Parabéns"

para alguém
que está aniversariando e,
até ai, tudo bem, tudo certo.

É um
aniversário.

O que muitos
não
percebem é que depois da música

vem sempre o
tal de Ra-tim-bum! (este
é o significado: eu amaldiçôo você
).

Existe até hj
na TV Cultura,um
programa infantil

chamado de
Castelo Ratimbum, que tem o significado

de
"Castelo da Maldição".

Precisamos
vigiar mais, pois a Bíblia diz que
o povo de Deus

perece por
falta de conhecimento.

Como podemos
cantar felicitando uma pessoa e depois amaldiçoá-la?


Observe que
detalhe sutil: depois de dizer a palavra Ratimbum,

pronuncia-se o

nome do aniversariante várias vezes.

Vamos ficar
muito atentos para
isto.

Se não
vejamos: quantas vezes você já cantou para as pessoas:

"
É BIG É BIG (é grande, é grande)

É HORA É HORA
(neste momento, nesta
ocasião):

RA-TIM-BUM
(EU AMALDIÇOOU VOCÊ), Fulano, Fulano, Fulano".

Retirado da internet

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